Por Niágara Braga e Adriana Kühn

A história da Usina sempre foi construída pela mente e pelo trabalho de mulheres brilhantes. E, na maior parte, traçada por lideranças femininas.

Quando fundada, em 2003 – Fábrika de Notícias, a empresa era comandada por três mulheres empreendedoras, Adriana Kühn, Cristiane Pereira e Aline Strelow. A oportunidade de mercado e necessidade de trabalho foi a motivação para investir no projeto, que em 2021 completará 18 anos!

Ao longo desse tempo, muitas pessoas contribuíram com sua energia para tornar a Usina ainda maior e melhor. Em todas as equipes sempre existiu um número expressivo de mulheres. Atualmente nossa equipe é composta por dez mulheres e um homem e, contrariando as estatísticas, todas nossas lideranças são femininas.

Somos guiados pela nossa Diretora Adriana Kühn, que além de empresária, empreendedora, administradora e gestora, também trabalha ativamente junto à equipe, no atendimento dos clientes, colaborando com sua criatividade e técnica jornalística. São quase 18 anos de experiência, aprendizados, desafios!

Mais quais será que foram os maiores desafios? E os aprendizados? Por que será que a Usina tem uma história tão traçada pelo feminino?

Confira abaixo esse bate-papo:

Niágara – O que sua experiência de quase 18 anos à frente de uma empresa e liderando diversas equipes te ensinou?

Adriana – Não podemos piscar. É preciso estar atento, sempre buscar melhorias, inovar e se motivar frente aos desafios. Se está difícil, é porque temos a chance de fazer melhor e avançar. E o contato com as pessoas nos fazem cada dia pessoas melhores. A troca de experiências nos enriquece, nos faz crescer como pessoa. E o mais importante: quando a gente ama o que faz, temos uma empresa feliz e pessoas felizes ao teu redor. Para mim, isso é a base de tudo.  

Niágara – Quais os maiores desafios você já enfrentou ou enfrenta estando nessa posição?

Adriana – Manter o negócio saudável com certeza é o principal desafio. Isso envolve equipe, tecnologia, clientes, inovação. É uma rede ampla, complexa e permanente. 

Niágara – Qual conselho ou dica você daria a outra mulher que deseja começar uma carreira empreendedora?

Adriana – Você é capaz! Mas vá em busca, nada cai do céu!

Niágara – Por que você acha que a Usina sempre compôs o seu time com muito mais mulheres do que homens?

Adriana – Na verdade, nunca foi proposital, nunca busquei isso. Acredito que a seleção dos profissionais se dê muito mais pelas competências técnicas e valores/perfil comportamental do que por gênero. Talvez na Usina haja uma maior identificação com o perfil feminino justamente pela questão comportamental: a valorização do espírito de equipe, a ajuda mútua entre os colegas, o clima mais “maternal” e o “pega junto e tudo junto” kkk. Mas isso não quer dizer que homem não faça. Já tivemos e temos colegas homens na equipe e muito bem integrados. 

Niágara – Você acha que as mulheres têm algum diferencial no trabalho em relação aos homens?

Adriana – Talvez um olhar mais humanizado, além de números, caracteres e máquinas. Mas também não podemos generalizar.

Niágara – O que você acha sobre o movimento de valorização do empreendedorismo feminino?

Adriana – Acho que podemos falar em maior independência feminina. As mulheres hoje estão no mercado de trabalho, são chefes de família, mãe/pai e tudo mais. São independentes e donas do próprio nariz. Mas acredito que isso é muito mais uma questão individual. Acredito que cada uma de nós deveria saber do que é capaz e buscar fazer sempre mais. Espaço tem, mas nada bate na porta. Quem faz é valorizado sim.

E aí que achou do bate-papo? Vem conversar também com a gente lá no nosso Instagram @usinadenoticias!

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