Por Niágara Braga, Jornalista e estudante de Psicologia.

Quando falamos em gestão, é muito comum utilizarmos o termo “responsável” para designar alguém que está encarregado de algo. O responsável é quem se compromete com as metas, responde pelos prejuízos, precisa arrumar o que não deu certo.

Ter pessoas responsáveis por demandas, por processos ou por clientes é uma boa estratégia de gestão. Com ela, é possível descentralizar as tarefas, dar autonomia aos colaboradores, incentivar o seu desenvolvimento pessoal e profissional. É uma forma funcional de trabalho nas organizações.

Porém, cada vez mais, o mercado nos força a olhar para além do funcional. Na competitividade atual, os pequenos detalhes são grandes diferenciais e causam enorme impacto no resultado final e no que chega até o cliente.

Organizações que incentivam um estilo de trabalho que vai além do funcional, baseado em valores e relações humanas, têm maior potencial de destaque.

Se antes, precisávamos de pessoas responsáveis, para fazer com que os processos funcionassem e gerassem resultados, hoje precisamos de cuidadores.

Cuidar vai além de dar conta das tarefas, de produzir relatórios e consertar as coisas que não deram certo.  Cuidar é se envolver, é dedicar não apenas o tempo, mas a vontade e o coração. Os cuidadores são pessoas que dedicam, de fato, sua atenção ao cliente, têm empatia com suas demandas, sonham junto os seus sonhos, desenvolvem com todo o carinho suas ideias e vibram nas conquistas. Mas fazem tudo isso não apenas para alcançar números positivos no final do mês, fazem isso porque se importam!

E quando um cliente é atendido por um cuidador, e não apenas um responsável, ele percebe a diferença. Nós percebemos a diferença através dos feedbacks positivos, dos relacionamentos que se estreitam, dos anos que se passam e as parcerias que permanecem. Percebemos a satisfação e o encantamento de nosso cliente, pelas relações humanas que construímos.

Por isso, se você ainda trabalha no paradigma da responsabilidade, experimente ressinificar sua relação com o trabalho e com seus clientes.

Um contrato pode ser muito mais do que um vínculo de prestação de serviços, acredito que deva ser um elo de união por um propósito! Mais do que se responsabilizar, cuide!

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