Por Karla Pimentel

Não é novidade que as empresas precisam ter propósito para agregar valor à sua marca. Desde que a pandemia chegou para mudar o mundo e nosso modus operandi, ter algo a mais para oferecer tornou-se ainda mais imprescindível para sobreviver no mercado.

Uma cerveja artesanal que reverte parte de seu lucro para ONGs que protegem e cuidam dos animais ou uma marca de lingerie que reserva um valor das vendas para projetos de empoderamento feminino são exemplos de pequenas empresas que estão agindo nesse sentido. Entre as empresas grandes virou obrigatório prever ajuda aos mais necessitados, às comunidades mais atingidas pelo COVID-19. Tanto que até mesmo o Jornal Nacional abriu um espaço para as marcas divulgarem suas ações para mitigar o impacto da pandemia nos menos favorecidos. Confecção e doação de máscaras de proteção, seções de fábricas de eletrodomésticos convertidas para produzir EPIs ou peças para respiradores, simples compra de cestas básicas: o importante é fazer algo, ir além do normal.

Obviamente empresas trabalham para obter lucro e nada de errado tem nisso, mas não deve ser o único objetivo.

Cada vez mais as marcas com propósito alcançam melhores resultados porque se conectam à sociedade. Faça um rápido exercício: Um banco é uma instituição financeira, certo? E um banco que financia um projeto que proporciona aos cidadãos utilizar bicicletas como meio de transporte e passeio? Com qual você se identifica? Qual seria sua escolha para lidar com seu suado dinheiro?

Mas atenção!

Ter um propósito só é válido e só será percebido positivamente se for real, verdadeiro, se os gestores acreditarem no que estão propondo e claro, se tiver ajuda de um bom plano de marketing.

E além de criar conexões com a comunidade, o propósito atrai talentos para a empresa. Sim! Os profissionais preferem trabalhar com ideias e culturas com as quais se identificam. Fica bem mais fácil ganhar engajamento das equipes de trabalho.

A pandemia virou tudo de cabeça para baixo. Evidenciou muitas práticas equivocadas que estavam arraigadas nas pessoas e nas organizações e deu luz às boas atitudes. Empatia, voluntariado, significado, colaboração e um olhar diferente para as coisas virem à tona como necessidade e o novo jeito de se fazer e pensar o mundo. Portanto, pare! Repense. Invista tempo na busca por um propósito que faça sentido para você, sua empresa, sua marca. Quando a roda do mundo voltar a girar, nada mais será como antes.

Vamos continuar nossa conversa? Confira no nosso Instagram @usinadenoticias três marcas gaúchas com propósitos super legais!

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